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O cloro pode matar você

O cloro é um elemento químico muito comum no nosso dia a dia. Está presente na água que chega às nossas casas, nas nossas piscinas e nos produtos de limpeza que utilizamos, além de ter contribuído de forma significativa para a eliminação de diversas doenças que antigamente eram transmitidas pelos sistemas de abastecimento de água.

Apesar das suas utilidades práticas, o uso excessivo do cloro, principalmente na água que sai das torneiras e chuveiros, tem sido o causador de uma série de problemas de saúde em humanos e animais.

Doenças respiratórias, irritações cutâneas e até o desenvolvimento de cânceres estão associados à exposição ao cloro, por isso é essencial eliminar o cloro da água que consumimos e das nossas rotinas de limpeza.

Claro, essa não é uma tarefa das mais fáceis, mas através da mudança de alguns hábitos é possível viver com mais saúde e livre do cloro.

Antes, um pouco de história

O cloro se tornou quase onipresente nas casas das pessoas do mundo inteiro graças à descoberta de que este elemento volátil eliminava microrganismos patogênicos, como vírus e bactérias, e que poderia ser utilizado para purificação hídrica.

Em um artigo publicado em 1894, pesquisadores alemães propuseram pela primeira vez a ideia de que a adição de cloro teria o potencial de limpar a água de germes, e que isso poderia ser aplicado às estações de tratamento de água das cidades.

A partir deste estudo, foram realizados testes em diversas plantas de abastecimento de água da Europa, sendo a cidade de Maidstone, Inglaterra, a primeira a ter toda a sua reserva de água tratada com cloro, no ano de 1897. Em outra cidade inglesa, Lincoln, a adição do cloro possibilitou a contenção de uma epidemia de febre tifoide, o que popularizou grandemente a adição de cloro à água consumida nas cidades do mundo inteiro.

O Brasil passou a realizar o tratamento de água com cloro um pouco mais tarde, em 1908, e continua até hoje como o método mais utilizado para purificar o abastecimento hídrico de uma cidade.

O motivo principal para esse sucesso todo é que o cloro é uma substância de produção barata e eficaz na eliminação de bactérias e vírus que poderiam ser transmitidos à população em banhos ou ao beber água da torneira.

No entanto, o que os primeiros estudos não constataram foram os efeitos colaterais causados pela exposição ao cloro, que pode provocar até mesmo a morte de quem consome a substância com frequência.

Por que o cloro faz mal?

Em primeiro lugar, o cloro é tóxico – simples assim. E não apenas para as bactérias, vírus e protozoários, mas para qualquer organismo vivo que entre em contato com ele, seja dissolvido na água ou em forma gasosa.

A dosagem, a reatividade e o tipo de exposição ao cloro têm influência significativa nos efeitos causados pela toxicidade dessa substância, por isso, pessoas diferentes (além de outros seres vivos) tem reações diferentes à exposição ao cloro.

Por exemplo, durante a Primeira Guerra Mundial, o gás de cloro foi utilizado como arma química para queimar o pulmão dos soldados entrincheirados. Ao mesmo tempo, um peixe pode morrer se ficar imerso por algum tempo em água clorada. Ou seja, o dano causado pelo cloro depende do tipo de exposição e da quantidade de cloro consumida.

O cloro é danoso à saúde devido ao fato de ser uma substância corrosiva e por suas reações com as substâncias naturais, principalmente aquelas baseadas em carbono.

A corrosividade é o que permite ao cloro deixar os seus lençóis branquinhos, ao mesmo tempo em que derreteu o pulmão dos batalhões Aliados na Primeira Guerra Mundial. Já a reatividade do cloro é o que tem causado os efeitos mais devastadores para a saúde população, pois a interação entre o cloro e materiais orgânicos cria os famigerados tri-halometanos, ou THM, substâncias resultantes do processo de desinfecção da água.

Os THM são compostos tóxicos muito utilizados pela indústria, mas que estão ligados a efeitos adversos para a saúde. A sua presença nos sistemas de abastecimento de água do Brasil são um problema crônico e que não tem o devido controle das concessionárias e empresas municipais que gerenciam a distribuição hídrica.

Por isso, muitas doenças são causadas pela exposição ao cloro, diretamente, através da inalação que ocorre no banho e do consumo de água não tratada, e indiretamente, através da contaminação causada pelos seus subprodutos com algo tão simples quanto o contato com a pele.

Como o cloro afeta a saúde

Estudos tem ligado a exposição ao cloro e seus subprodutos a diversas doenças e ao agravo de certas condições de saúde, o que coloca a substância como um risco potencial para todo mundo que tem contato com ela.

O maior problema é que o cloro está em toda parte, e os maiores canais de contaminação com a substância são as torneiras, os chuveiros e as piscinas, como você pode conferir a seguir:

Torneiras

Beber e cozinhar água com cloro pode ser bastante danoso para o corpo. As concentrações de cloro e THM no organismo têm efeito cumulativo e podem causar um estrago grande a longo prazo, mas a substância pode ser absorvida imediatamente pela corrente sanguínea.

Assim, o cloro e o THM destroem a flora intestinal, pode agravar casos de asma e bronquite, provoca doenças cardíacas congênitas e enfraquecer o sistema imunológico. Além disso, o consumo de água clorada pode provocar câncer na bexiga e no reto, distúrbios reprodutivos e tem a capacidade de comprometer o sistema nervoso.

Chuveiros

Os chuveiros são o maior ponto de contaminação do cloro em estado gasoso. Por ser um elemento extremamente volátil, o cloro evapora rapidamente e é inalado e rapidamente absorvido pela pele. Todos as doenças citadas anteriormente também podem ser provocadas durante o banho, mas a liberação gasosa do cloro tem uma concentração até 20 vezes maior do que a água da torneira.

Piscinas

O tratamento com cloro nas piscinas e a exposição prolongada dos nadadores a essa substância tem sido ligado a inúmeros casos de doenças de pele, como acne, psoríase e eczema, além dos demais problemas que citamos anteriormente.

Como evitar o cloro

Existem muitas alternativas para evitar o consumo do cloro, pelo menos em casa. Chuveiros com filtro anticloro são ótimas opções para evitar a absorção desse veneno pela sua pele e pelas vias respiratórias.

Outra alternativa é a utilização do ozônio, recurso natural capaz de eliminar vírus, bactérias e demais organismos do meio. O ozônio além de substituir o cloro, é capaz de eliminá-lo quando houver a presença do mesmo, bem como traz consigo uma série de benefícios para a sua saúde. Caso você queira aprender sobre esses benefícios e como o ozônio pode melhorar (e muito) a sua qualidade de vida, acesse nosso eBook 100% gratuito e exclusivo clicando aqui.

Como vimos, buscar alternativas para eliminar o cloro do seu cotidiano é essencial. Por isso, vamos disponibilizar o link de alguns produtos que podem resolver esse problema.

Para chuveiros: https://bit.ly/2MVtyMn
Para torneiras: https://bit.ly/2BojN86